(Foto reprodução do site: http://www.taringa.net/posts/noticias/11194082/Violencia-escolar.html)
Uma situação que vem se agravando, se multiplicando, cada vez mais, é a violência ocorrente nas escolas. Isso de fato, não pode ser dispensado ou deixado de lado.
Foi-se o tempo onde as brigas eram por uma borracha desaparecida, e chegamos no século XXI com meninas se esbofeteando uma a outra, por causa de ciúmes, a disputa entre gangues com o uso da droga, além dessas atitudes terem se tornado “comuns”, muito pouco é feito para evitá-las ou apartá-las quando estão ocorrendo, algumas pessoas filmam e divulgam, e isso se espalha entre os jovens como algo “legal, descolado”, mas é visto pela sociedade crítica como uma “praga”, uma falta de respeito com o outro.
Existem diversos fatores que contribuem para a formação da ética social de um cidadão/jovem, mas vou priorizar a família, pois é onde se concentra a “essência” da sociedade, é onde o jovem aprende como agir e o que evitar, e se este jovem vive em um ambiente instável, exposto à violência, ao uso de drogas, tende a repetir o que aprendeu, claro que isso não acontece com todos. Todavia, a família não se pode demitir do seu papel e atribuir responsabilidades aos outros agentes educativos na formação dos seus filhos.
Verdade é que a violência é tão presente no dia-a-dia escolar que já não apresenta uma face definida, e já não somos capaz de identificá-la tão facilmente. A mídia tem contribuído, nesse sentido, com sua banalização, visto que divulga produções artísticas em geral, nas quais o “bem” vence o “mau” por meio de batalha física. Vence quem for mais forte fisicamente, aquele que melhor saiba utilizar a força como forma de alcançar a vitória. Deste modo, passamos a ver a violência como forma de resolver conflitos, mesmo que o façamos inconscientemente, e passamos a ignorar a importância do diálogo e do debate civilizado.
Muito se tem discutido acerca da violência escolar que aflige e preocupa muito os profissionais da Educação. Antes vista como característica dos grandes conglomerados urbanos, hoje ela se faz presente no cotidiano escolar e se manifesta de diversas formas, desde a física até a moral. Todavia, a sociedade tem encontrado vários entraves no caminho rumo à solução deste panorama, barreiras estas impostas por um modo de pensar determinista e, muitas vezes, preconceituoso.
Pode-se, portanto, afirmar que a solução do problema não é de fácil alcance, visto que envolve questões ideológicas e culturais muito arraigadas. Contudo, uma medida eficiente seria a aplicação de penas mais rígidas para quem fizesse uso da violência no ambiente escolar em qualquer uma das formas que ela é capaz de assumir, devido ao fato de que a impunidade encoraja, muitas vezes, a prática de atos violentos. Mas somos presos a um sistema regido por um monte de leis que prioriza os “direitos”.
Mas a atitude firme contra a violência deve antecipar-se aos fatos como parte do projeto educativo. Turmas de alunos e novos professores devem ser recebidos a cada ano com um diálogo de compromisso, que apresente e aperfeiçoe as regras de convívio, para que não se desrespeitem os mestres em seu trabalho nem os jovens em seu aprendizado. É necessário desenvolver projetos que mostrem como a intolerância, a injustiça e o preconceito resultam em violência, estabelecer paralelos entre o que se vive na escola e o que se vê fora dela são apenas alguns exemplos de como não fugir dessa difícil questão. Fazer parcerias com a Polícia na busca de programas que possam vir ajudar nessa grande causa.
Sabemos que nenhuma escola é uma ilha, mas parte da sociedade. E no nosso caso essa sociedade tem-se embrutecido de forma espantosa. O roubo, o tráfico, a corrupção, o desrespeito e o preconceito levam a atos violentos e criminosos. Para recompor valores deteriorados e conseguir preparar os jovens para a vida, a escola não pode ignorar a violência em suas próprias práticas e precisa trazer as questões do mundo para a sala de aula.


