quarta-feira, 11 de março de 2015

Mercado de Trabalho no Vale
Unknown16:14 0 comentários

(Foto reprodução, fonte: http://www.concursospublico.net/concurso-saerp-de-sao-jose-rio-pardo-sp-2014-vagas-como-se-inscrever-e-edital-completo.html)

A região do vale do Rio Tijucas é fortemente marcada por questões regionalistas e imigratórias, ou seja, os povos que aqui nasceram e cresceram sofreram/sofrem forte influência dos imigrantes que colonizaram as cidades do vale. E com isso, a base principal dos trabalhos ofertados são bastante restritos, onde destacam-se cerâmica de barro vermelho, empresas calçadistas, lavoura, área logista e transporte.
Neste sentido poucos investimentos são realizados dando novas perspectivas aos habitantes das pequenas cidades na região. Acarretando não somente a falta de competitividade em diferentes setores e áreas, como também poucas opções de especializações, cursos, formação de nível superior em cidades próximas.
Os investimentos por parte dos governantes no que diz respeito a empregos e renda, muitas vezes acaba dando margem para pequenas funções, que não exigem grandes expectativas ou formação por parte do profissional.
Então o que a população muitas vezes questiona-se é: por que a região do vale do rio Tijucas desenvolve-se tão lentamente, algumas vezes de forma tão singela que não é perceptível ao longo de anos. Essa questão pode ser diretamente analisada considerando o mercado de trabalho ofertado e qual o seu desenvolvimento.
Nota-se que, por exemplo, na cidade de Canelinha muito conhecida como cidade das cerâmicas, hoje já não está tão fortemente direcionada a produção somente de cerâmica de construção civil, mas também outras áreas da cerâmica e confecção vem tomando novos espaços, o que caracteriza a falta de planejamento estrutural para o futuro, não há uma continuidade significativa da cerâmica como antigamente existia, com isso diminuíram também os profissionais autônomos com seus transportes de cargas. O que é possível observar é que a falta de planejamento administrativa da maioria das empresas e locais de emprego, não possuem uma visão ou metas definidas, deixando o mercado de trabalho restrito a poucas oportunidades, assim a população acaba buscando novos campos de trabalhos em outros lugares, muitas vezes migram para outros locais.
O mesmo pode se dizer da cidade de São João Batista que já foi a capital do calçado em SC e reconhecida nacionalmente. A grande era calçadista já não é tão amplamente difundida na cidade, outros ramos acabaram sendo criados e o mercado mudou bastante, claramente ainda é um dos mais influentes negócios e gerador de empregos, mas com poucas perspectivas de crescimento profissional, pois não existem cargos suficientes para pessoas com especializações ou formações em níveis de ensino superior.
A pouca oferta de bos vagas de emprego na região, cria espaço para pequenos cargos, fazendo com que os habitantes precisem migrar e também desenvolvendo a cultura migratória, recebendo constantemente um número expressivo de imigrantes de outras cidades e estados em busca destas pequenas vagas.
Como lidar com essa constante dificuldade de empregos que atinge todo o país, mas que em Santa Catarina possui um índice elevado de oferta de trabalho? Porém, como encontrar e conseguir progredir em um bom emprego em cidades pequenas como é o caso das cidades que compõem o vale?

Seria esta uma questão a ser melhor discutida e tratada por nossos governantes? Qual a perspectiva de desenvolvimento de um lugar sem expectativa de trabalho progressivo? Fica aqui essas indagações que certamente se fossem amplamente comentadas e debatidas por toda nossa sociedade, contribuiriam para o progresso social de nossa região.
Sobre o autor Equipe de Trabalho de atividades acadêmicas da disciplina de Programas e Aplicativos, no Curso Técnico em Informática para Internet do IFSC - Campus Tubarão - Polo Canelinha. Facebook ou Twitter

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